O desconhecido nos fascina e, por isso mesmo, viajar talvez seja uma das atividades mais praticadas pela humanidade ao longo da nossa história. Mais do que nunca, nos dias de hoje, muita gente tem vontade de se aventurar pelo nosso – ou outro – continente, de colocar uma mochila nas costas, sair “por aí” sem rumo e “cair no mundo”.

E viajar é mais fácil do que muita gente imagina. Porém, fazer um mochilão não é simplesmente sair sem destino com uma mochila nas costas e seguir para onde o vento sopra e o nariz aponta.

Organizar um mochilão exige alguma atenção e cuidado, pois você precisa minimamente saber o que deseja para sua viagem e qual o objetivo dela. Em resumo, organizar um mochilão exige planejamento.

O planejamento é parte da viagem

E saiba que fazer o planejamento pode ser algo prazeroso e gratificante, pois nessa etapa acabamos já nos envolvendo com o país – ou países – que iremos visitar. Muita gente considera o planejamento como parte da viagem, já que, com antecedência, começamos a conhecer nosso destino.

Isso acontece ao fazermos as pesquisas sobre os costumes do local, ao escolhermos os bairros para reservar a hospedagem, ao selecionarmos os passeios e atrações que desejamos conhecer, ao avaliarmos em quais restaurantes faremos nossas refeições etc.

Para quem tem alguma dúvida em relação às etapas utilizadas para planejar um mochilão, nós vamos apresentar neste artigo alguns pontos que podem auxiliar na organização da sua viagem.

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Em cada etapa, pensar os detalhes

Antes de mais nada, saiba que não existe uma fórmula mágica ou um “amontoado de regras para planejar o mochilão perfeito”. O que faremos a seguir é tão somente apresentar alguns pontos que podem facilitar na organização da sua tão sonhada viagem.

Perfil do viajante

Antes de mais nada, é importante que você saiba qual o seu perfil de viajante. Isso mesmo, cada pessoa tem um perfil e ficar sabendo qual é o seu, facilitará na hora de construir o seu roteiro. Portanto, tenha claro o que quer para sua viagem: você gosta de fazer compras? Gosta de praia, mar e sol?

Gosta de visitar ruínas de civilizações antigas? Gosta de conhecer cidades históricas? Gosta principalmente de apreciar a gastronomia dos locais que visita? Na verdade, o que gosta mesmo é de se divertir com variados jogos?

Ou então, prefere visitar museus, teatros, livrarias, cafés e cinemas? Na verdade, o que gosta mesmo é de conhecer todas as baladas possíveis?

planejar seu mochilao

Ou você é daqueles que não suporta capitais e prefere cidades as pequenas? Ou então, não quer ter nenhum trabalho e coloca o dinheiro que for necessário para ficar à toa o dia todo com muito conforto? Ou ainda, gosta mesmo é do contato com a natureza, de fazer longas caminhadas por florestas ou montanhas?

E ai, qual é o seu perfil?

Esses são somente alguns dos vários perfis de viajantes que existem. E saber o seu, a partir de seus gostos pessoais, é fundamental para definir as próximas etapas do planejamento.

Claro que existem aquelas pessoas que se identificam com mais de um perfil, mas quanto mais específico você for, melhor. Por exemplo: eu gosto de conhecer cidades históricas e ruínas das grandes civilizações que habitaram a América Latina.

Vejam que, a partir dessas informações, fica mais fácil encaminhar a próxima etapa: definir o destino – ou destinos – pelos quais passarei.

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Defina o seu destino

Aqui nesta etapa uma ação é fundamental: com base em seu perfil de viajante, pesquise por países e cidades que disponham de variadas atividades que despertam o seu interesse. Reforçando: nesta etapa a pesquisa é fundamental planejar seu mochilão.

Utilizando dois dos perfis acima descritos, vamos apresentar possíveis destinos simplesmente para ilustrar algumas possibilidades de roteiros. E veja como é fácil montar o roteiro com o perfil definido.

Montando o seu roteiro de viagem

Uma pessoa que esteja interessada em conhecer cassinos para jogar e que não quer viajar para muito longe, pode optar por criar um roteiro e passar 16 dias viajando por Punta del Leste e Montevidéu no Uruguai e seguir direto para Buenos Aires e La Plata na Argentina.

Planejar seu mochilão

Além de se divertir em vários cassinos, também conhecerá quatro belas cidades dos nossos países vizinhos. Ou então, quem gosta de civilizações pré-colombianas, pode fazer um roteiro entre Bolívia e Peru, para conhecer cidade Incas, ou entre Honduras, Guatemala e Belize, para conhecer a herança da cultura Maia.

Não crie um roteiro inviável

As possibilidades de destinos turísticos na América Latina são vastíssimas e o resultado do que será a sua viagem consiste na junção do seu perfil de viajante com os locais que mais te agradaram quando fez sua pesquisa.

Agora, algo inviável é fazer uma viagem assim: em 10 dias passar por 4 países: 2 dias em Montevidéu, 3 em Buenos Aires, 3 em Santiago e 2 em La Paz.

Esse roteiro acaba sendo inviável porque, além de gastar absurdos com passagens aéreas, fazendo essa maratona você não se dedica a conhecer nenhum destino mais profundamente.

Mergulhe na cultura local

E isso não é indicado para quem quer realmente mergulhar na cultura e costumes de um povo durante a viagem. Um roteiro feito dessa forma fica muito superficial. E lembre-se: quantos mais dias “na estrada”, maior deverá ser o seu planejamento, pois se aumentam os locais a serem visitados, aumentam também o detalhamento do que fazer em cada local.

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Por quantos dias viajar

O próximo ponto é estabelecer quantos dias ficará viajando. Esse ponto é bem pessoal e deve estar de acordo com a quantidade de dinheiro que você dispõe para viajar, com quantos dias terá de folga e quantos lugares – cidades ou países – deseja visitar.

Vamos supor que você tenha 30 dias de férias e pretende passar 25 dias viajando. Partindo do seu perfil de viajante, defina as cidades e adeque seu roteiro ao tanto de dias em que pretende passar viajando.

Roteiro ou maratona?

E nada de fazer maratona, se programe levando em conta de 4 a 5 dias para cidades grandes e 2 a 3 em cidades pequenas para que possa conhecer bem os pontos que te interessam em cada lugar.

Porém, lembramos que isso não é uma regra, já que você pode se encantar com uma cidade pequena e querer ficar lá por uma semana, ou odiar uma cidade grande e querer ficar apenas um dia.

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Definir o orçamento da viagem

Agora o próximo item é um dos que as pessoas mais têm dúvidas ao planejar um mochilão: quanto dinheiro devo levar na viagem? Como faço para definir o orçamento total do mochilão?

Primeiro de tudo leve em consideração os seguintes itens: passagens aéreas e terrestres, hospedagens, alimentação, passeios, seguro saúde, seguro viagem e imprevistos.

Esses são os gastos básicos que você terá para fazer uma viagem e sim, seguro saúde e seguro viagem são importantes, pois imprevistos acontecem e é importante estar preparado para eles.

Os valores podem variar

Apesar de existir uma certa “convenção” a respeito de quanto ter de dinheiro para mochilar pela América Latina, e que gira em torno de US$ 50 dólares por dia (sem as passagens aéreas).

Saiba que esse valor pode variar de acordo com o perfil do mochileiro ou do país e cidade em que visitar. Até porque tem aqueles viajam pelo nosso continente com menos do que isso por dia, ja tem aqueles que necessitam de mais. Tudo vai depender do tanto de conforto que você precisa para viajar.

E é mito aquela história de que “mochileiro bom é aquele que sobrevive em qualquer lugar com R$ 10 reais por dia”, até porque mochilar não é sinônimo de passar perrengue.

Vamos aos cálculos

Portanto, leve em conta o quanto você precisa para cada dia. Veja uma simulação para um mochilão de 30 dias e percebam como é fácil fazer esta estimativa de custos diários. Na data em que este artigo foi escrito a cotação do dólar estava valendo cerca de R$ 3,50.

Diária de hospedagem em quarto coletivo num hostel por R$ 50,00 reais; alimentação diária com almoço e um lanche a noite por R$ 30,00 reais; passeios diários R$ 20,00 reais.

Total de R$ 100,00 reais ou US$ 30 dólares por dia. Multiplique esses valores por 30 dias e teremos R$ 3.000,00 reais ou US$ 900,00 dólares.

O valor da passagem aérea e as terrestres são variáveis, mas vamos colocar um valor aproximado de R$ 1.800,00 reais no total. Também temos o seguro saúde por R$ 200,00 reais e o seguro viagem por R$ 200,00 reais aproximadamente.

Por fim, é importante ter uma reserva para caso surjam imprevistos e colocaremos um valor de R$ 800,00 reais. Sempre torcemos para imprevistos não acontecerem, mas isso não podemos controlar.

A soma total

Pronto, somando os valores acima teremos um total de R$ 6.000,00 reais ou US$ 1.700,00 dólares para fazer uma viagem de 30 dias passando por vários lugares. Esse valor pode até parecer muito dinheiro, mas tem gente que gasta isso em uma viagem de apenas 4 dias quando contrata uma agência.

No entanto, ao optar por fazer um mochilão, além da liberdade em que dispõe para criar o seu roteiro, você consegue estender sua viagem por mais dias, já que a prioridade passa a ser economizar para conhecer o máximo de lugares possíveis.

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Criar o roteiro de sua viagem

Agora que você já sabe que é importante definir seu perfil de viajante, já pode escolher com autonomia o seu destino, já tem ideia de quantos dias durará sua viagem e consegue prever o orçamento que precisará pra ficar alguns dias na estrada, temos pronto o cenário para mais uma etapa importante: a criação do seu roteiro de viagem.

E se você tem dúvidas quanto ao que é um roteiro de viagem, saiba que nada mais é do que o itinerário ou a descrição das etapas da sua viagem. É muito fácil fazer e prazeroso também.

Criando o seu roteiro

Para criar o seu roteiro de viagem, é indicado responder três perguntas básicas: 1) para onde viajar? 2) o que visitar e por onde passar? 3) onde estarei em cada dia? Vejam que são perguntas bem objetivas e que te ajudam a organizar sua viagem.

Mas antes de responder as perguntas, vamos primeiro definir um possível perfil de um viajante. Perfil: um mochileiro que gosta de natureza, de cenários com montanhas, picos nevados, geleiras e lagos, além de ter vontade de conhecer os Andes.

As três perguntas essenciais

Agora, vamos responder às três perguntas: Para onde viajar? Dois países que pretendo visitar na minha próxima viagem são a Argentina e o Chile. O que visitar e por onde passar?

Pretendo visitar a cidade de El Chatén na Argentina para conhecer o Monte Fitz Roy, passarei por El Calafate também na Argentina e visitarei o Glacial Perito Moreno.

Por último irei para a cidade de Puerto Natales no Chile para de lá conhecer o Parque Nacional Torres del Paine. Por fim, saiba que a última pergunta requer uma resposta mais detalhada. Onde estarei em cada dia?

Descrevendo o passo a passo

No primeiro dia da viagem chegarei em El Chatén as 17h, darei entrada no hostel e descansarei; no segundo dia buscarei uma agência que faça a viagem para o Monte Fitz Roy, vou passear pela cidade e procurarei um restaurante para provar uma boa Parrillada Argentina.

No terceiro dia visitarei o Monte Fitz Roy e a noite descansarei; no quarto dia conhecerei mais alguns pontos turísticos da cidade, comprarei minha passagem para El Calafate e partirei rumo a esse meu próximo destino.

No quinto dia, chegando em El Calafate darei entrada no hostel, deixarei minhas coisas no quarto e com o dia livre conhecerei a cidade. Também aproveitarei para contratar um passeio ao Glacial Perito Moreno, jantarei e dormirei cedo.

roteiro para mochilão

No sexto dia acordarei as 5h, tomarei café e as 6h a vã partirá com destino ao Glacial; no fim do dia retorno ao hostel e vou descansar. No sétimo dia aproveitarei para conhecer mais alguns pontos turísticos em El Calafate e comprarei minha passagem para Puerto Natales.

No oitavo dia partirei as 9h rumo a Puerto Natales. Chegarei por volta das 13h, darei entrada no hostel, sairei para conhecer a cidade e contratarei um passeio até o Parque Torres del Paine. No nono dia visitarei as Torres del Paine e a noite procurarei um bom restaurante para provar da culinária chilena.

No décimo dia saio novamente para conhecer outros pontos de interesse em Puerto Natales e no fim do dia arrumo minhas coisas para no outro dia cedo voltar para casa.

Deixe dias em aberto no seu roteiro

Veja que rapidamente montamos um exemplo de roteiro para esse mochileiro hipotético. Se você definir o seu perfil e, a partir dele, tiver claro o que gosta de fazer em suas viagens, com um pouco de pesquisa conseguirá montar um roteiro detalhado que te auxiliará a organizar cada etapa e cada dia de seu itinerário por onde passar.

Saiba também que é importante deixar alguns dias em aberto no seu roteiro de viagem, pois chegando no lugar que vai visitar, pode ser que alguém te apresente uma atração que você não havia colocado em sua programação.

E se o seu roteiro estiver completamente fechado, perderá a chance de conhecer um lugar interessante. Quando se trata de viagens, o inesperado pode trazer surpresas agradáveis.

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O que levar na mochila 

A primeira dica importante sobre o que levar na mochila é a seguinte: um mochileiro de primeira viagem sempre carrega mais objetos, utensílios e roupas do que o necessário, então faça um esforço de desapegar daquilo que você pode não utilizar durante o mochilão.

E aqui a dica é simples. Se pergunte assim: vou mesmo usar isso? Se tiver um mínimo de dúvida, tire fora da mochila porque, muito provavelmente, não irá usar. Falo por experiência própria.

Como aqui neste site tratamos especificamente da América Latina, devemos levar em conta que nosso continente é vasto e durante uma mesma viagem podemos vivenciar vários climas diferentes.

Frio e calor

Um exemplo é o Deserto do Atacama, que dependendo da época do ano durante o dia faz muito calor e a noite muito frio mesmo.

Ou então, quem pretende passar alguns meses na estrada para numa única viagem conhecer países como Argentina, Chile, Bolívia, Peru, Equador e Colômbia, devem estar preparados para encontrar os climas mais variados possíveis.

Não exagere na quantidade

Assim, chegamos então a uma conclusão: é necessário levar roupas para todos os climas. Mas preste atenção a uma coisa: nada de exagerar na quantidade e nas combinações de roupas, pois você não está indo para um desfile de modas, mas sim fazendo um mochilão.

E carregar uma mochila pesada nas costas durante muito tempo pode ser cansativo e ainda tirar o encanto da viagem. Mas vamos a algumas dicas práticas sobre o que levar no seu mochilão.

Planejar seu mochilao

Se sua viagem durar mais de dez dias, saiba que o mais indicado é sempre levar roupas para, no máximo, entre 7 e 10 dias. É preferível lavar a roupa em uma lavanderia do que carregar muito peso.

Itens que não podem faltar

  • camisetas de manga curta, camiseta de manga longa, casaco normal, casaco fleece, abrigo de moletom.
  • cachecol, gorro, luvas, segunda pele para tronco e pernas, calças jeans, calças de trilha que viram bermuda, bermudas, meias e roupas íntimas, toalhas grande e pequena, roupa de banho, par de chinelo, tênis para caminhar na cidade, botas impermeáveis para trilha.
  • é importante se lembrar de levar travesseiro e cobertor pequenos próprios para viagem, produtos de higiene pessoal, kit farmácia, óculos de sol, caderno de anotações, adaptador universal de tomada, fone de ouvido, doleira, cadeados, câmera fotográfica, cartão de memória extra.
  • por fim, barraca, saco de dormir e isolante, lanterna, canivete multiuso, lenço umedecido, capa de chuva, sacos impermeáveis para guardar roupa suja, pastilha clorín para purificar a água, mochila de ataque para o dia a dia e documentos.

Acima elencamos aqueles itens que consideramos mais importantes de se levar em um mochilão pela América Latina. Claro que tem gente que levaria outras coisas, ou deixaria algumas, mas aqui nossa intenção foi de apenas apresentar roupas e acessórios básicos que podem tornar sua viagem mais confortável.

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Documentos e vacinas

Outro ponto importante é ficar ligado nos documentos e vacinas necessários para se fazer uma viagem internacional. Sobre vacinas, as principais são: hepatite A, hepatite B, febres tifoide, tripla viral, difteria-tétano, febre amarela, cólera e raiva.

Uma dica é sempre consultar o site do Ministério do Turismo ou equivalente de cada país a que visitará para confirmar quais vacinas ele exige que sejam apresentadas no Certificado Internacional de Vacinação no momento de passar pela imigração.

Documentos necessários

Saiba que alguns países da América do Sul como Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Chile, Peru, Equador, Colômbia e Venezuela, aceitam como documento de viagem a carteira de identidade (RG).

Ela deve ser emitida pelas Secretarias de Segurança Pública dos Estados e ter no máximo 10 anos de expedição. Porém, em todos os outros países da América Latina é necessário ter um Passaporte Nacional válido. Agora, conforme a viagem, além desses documentos, pode ser útil ter em mão alguns outros, tais como:

  • comprovante eletrônico das passagens aéreas impressos, confirmação de reserva dos hotéis, o seguro viagem com o número da apólice e seu nome completo, tickets de trem, tickets de compra de ingressos antecipados, confirmação de reserva de restaurante.
  • confira se está com os comprovantes e contratos de aluguel de apartamento, reserva de aluguel de carro, fatura com o saldo disponível no cartão de crédito e extrato do saldo do Visa Travel Money.
  • lembre-se de pegar a carta convite – caso possua uma -, crachá da empresa, carteira de motorista nacional e internacional, Carteira Internacional de Vacinação, e por fim, o seu planejamento da viagem.

Tenha todos os seus documentos no email

A lista pode parecer exagerada e talvez não te peçam esses documentos, mas nada melhor do que estar prevenido. Imagina se você está passando na imigração para entrar, por exemplo, no Equador, parada obrigatória em sua viagem tão esperada para Galápagos, e te pedem um documento que você não tem em mãos.

Ficar impedido de conhecer um destino que desejamos, por não ter um documento, é algo imperdoável. Outra dica é ter todos os seus documentos escaneados e salvo no seu email, também em um pendrive e com alguém de sua confiança, como por exemplo um irmão, pai, mãe ou melhor amigo.

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Se informar sobre o idioma e costumes

Outro ponto importante, e que muitas vezes nos esquecemos ao planejar um mochilão, é conhecer minimamente o idioma falado nos países que visitaremos e se informar sobre os aspectos gerais dos costumes de cada povo.

Não significa que precisamos nos tornar especialistas na cultura e idioma dos países que visitaremos, isso talvez aconteça na medida em que mergulharmos nessas culturas.

Aprenda o espanhol

Mas, se soubermos um mínimo do espanhol, língua falada pela maioria dos países latinos-americanos, e procurarmos conhecer antecipadamente alguns dos costumes mais marcantes de cada país em que visitaremos, isso trará benefícios.

Primeiro que nos comunicaremos mais fácil, e segundo que não desrespeitaremos os valores e os procedimentos de conduta desses povos. Atitudes fundamentais para quem deseja viajar por vários países.

Mochila e guia de viagem

Por fim, chegamos ao último ponto que diz respeito ao planejamento de um mochilão: escolher a mochila e um bom guia de viagem. Sobre a mochila, é importante ter em mente que ela será sua grande companheira de viagem, na verdade ela será sua “casa” enquanto estiver na estrada, já que carregará nela tudo o que você tem de mais importante.

Assim, é fundamental que ela seja bastante confortável quando estiver nas suas costas, esteja parado ou andando, e que ela seja muito resistente. Imagina se no meio da viagem a mochila começa a descosturar inteira, uma grande dor de cabeça.

Invista em marcas confiáveis

O bom é que hoje encontramos diversas marcas e modelos muito confiáveis, inclusive à prova d’água e com mochila de ataque destacáveis, o que facilita muito para carregá-las.

Às vezes você poderá investir um pouco de dinheiro para adquirir uma boa mochila para sua viagem, mas não pense como um gasto, e sim como um investimento, pois em um mochilão, conforto e praticidade com a mochila é tudo que mais precisamos.

Mochila Deuter, uma das melhores

Uma das marcas mais conhecidas é a alemã Deuter – lê-se Dóiter – fundada em 1898 com o objetivo de oferecer um produto de qualidade a viajantes e mochileiros do mundo todo. Mais de 100 anos depois, a Deuter se firmou como uma das melhores marcas disponíveis no mercado.

Adquirindo uma mochila cargueira dessa marca, você não se arrependerá. Além de ser confortável e resistente, ainda oferece seguro vitalício para descostura e problemas no ziper. Nossa dica aqui é que você conheça a Deuter Transit 65, uma das mais utilizadas por mochileiros de várias partes do mundo.

Guias e sites de viagem

Sobre um bom guia de viagem, além de utilizar este site, você também pode utilizar os guias impressos da Lonely Planet, além de um muito bom chamado Guia Criativo Para o Viajante Independente da América do Sul.

Outra boa fonte de informações sobre muitos destinos de viagens é o WikiTravel, além dos mais variados blogs e sites que você encontrará na internet e que disponibilizam informações interessantes a quem deseja viajar.

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Enfim, são essas as dicas para você planejar seu mochilão

Esperamos que tenha gostado e, apesar do texto ter ficado um pouco longo, procuramos apresentar os principais pontos a serem pensado por quem deseja planejar e fazer um mochilão.

Poderíamos ainda incluir outras dicas nesse texto, mas convidamos você a conhecer todas as nossas Dicas de Viagem. Reforçamos que não existe uma única fórmula mais acertada de fazer um planejamento e que, assim como cada viagem é única, cada panejamento também é único.

Esperamos que, a partir dessa leitura e das informações que aqui trouxemos, você possa, por si próprio, elaborar o melhor método de organizar o seu mochilão.

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Se você é um mochileiro experiente, conte-nos abaixo nos comentários como organiza seus mochilões. Agora é com você. Bom planejamento e, acima de tudo, uma boa viagem!